Com a acreditação Erasmus+ Juventude, o Buinho deixou de depender de candidaturas avulsas e passou a ter, todos os anos, um projeto de mobilidade para formar técnicos de juventude e organizar intercâmbios de jovens. O objetivo é melhorar o apoio aos jovens de territórios rurais e dar aos técnicos — do Alentejo e do resto da Europa, sobretudo de FabLabs e makerspaces — formação em fabricação digital, reparação e economia circular que raramente chega a territórios de baixa densidade.
O primeiro ano (2022–2023) formou 26 técnicos de juventude em Messejana, com o lixo eletrónico como tema; no ano seguinte, o tema foi a reparação. As visitas de estudo à Resialentejo abriram a colaboração que deu origem aos Repair Cafés com a empresa intermunicipal. Este projeto recebeu o selo de Boa Prática Erasmus+.
Nos anos seguintes, a formação descentralizou-se — Messejana, Aljustrel, Ferreira do Alentejo e Castro Verde —, com técnicos municipais e participantes internacionais, incluindo oito técnicos de juventude ucranianos em 2024. Em 2025, o tema foi o citizen sensing, com o método nascido no Youth Sensing. Os intercâmbios de jovens decorreram em Castro Verde, com o Município e o FabLab Mérida, e prepararam o projeto Sentir Europa. Em 2026, pela primeira vez, o intercâmbio realizou-se em Messejana, com jovens de Messejana e de Aljustrel.
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